sexta-feira, 28 de junho de 2013

A Origem do Livro


Surge a escrita. Trata-se de código capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos, ou seja: palavras.

Os primeiros suportes utilizados para a escrita foram tabuletas de argila ou de pedra. A seguir veio o khartés - volumen para os romanos, que consistia em um cilindro de papiro. O "volumen" era desenrolado conforme ia sendo lido, e o texto era escrito em colunas na maioria das vezes. O mesmo cilindro podia conter várias obras, sendo assim chamado de tomo.

O papiro consiste em uma parte da planta, que era, liberada, livrada (latim libere, livre) do restante da planta - daí surge a palavra líber libri, em latim, e posteriormente livro em português.




Aos poucos o papiro é substituído pelo pergaminho, excerto de couro bovino ou de outros animais. A vantagem do pergaminho é que ele se conserva mais ao longo do tempo. O "volumen" também foi substituído pelo códex, que era uma compilação de páginas, não mais um rolo. O códex surgiu entre os gregos como forma de codificar as leis, mas foi aperfeiçoado pelos romanos nos primeiros anos da Era Cristã.
Uma conseqüência fundamental do códice é que ele faz com que se comece a pensar no livro como objeto, identificando definitivamente a obra com o livro.
O marco na Idade Média é o surgimento do monges copistas, homens dedicados em período integral a reproduzir as obras, herdeiros dos escribas egípcios ou dos libraii romanos. Apareceram nessa época os textos didáticos, destinados à formação dos religiosos.
Aos poucos livros começam a ser escritos em língua vernacular, rompendo monopólio do latim na literatura. O papel passa a substituir o pergaminho.
Mas a invenção mais importante, foi a impressão, no século XIV. Consistia originalmente da gravação em blocos de madeira do conteúdo de cada página do livro; os blocos eram mergulhados em tinta, e o conteúdo transferido para o papel, produzindo várias cópias. Foi em 1405 surgia na China, por meio de Pi Sheng, a máquina impressora de tipos móveis, mas a tecnologia que provocaria uma revolução cultural moderna foi desenvolvida por Johannes Gutenberg.  que 1455, inventa a imprensa com tipos móveis reutilizáveis, o primeiro livro impresso nessa técnica foi a Bíblia em latim.



Os livros tornam-se cada vez mais portáteis, inclusive os livros de bolso. Livros que passam a trazer novos gêneros como o romance, as novelas e os almanaques.
Contemporaneamente, cada vez mais aparece a informação não-linear, seja por meio dos jornais, seja da enciclopédia. Novas mídias acabam influenciando e relacionando-se com a indústria editoral: a música, a fotografia e o cinema. 
Já no final do século XX surge o livro eletrônico, Ainda não se pode dizer que ele é um continuar ou substituto (como dizem alguns) do livro típico, mas de qualquer forma ele vem ganhando seu espaço.